Detalhar som

Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Strigiformes
Família: Strigidae
 Leach, 1820
Espécie: G. brasilianum

Nome Científico

Glaucidium brasilianum
(Gmelin, 1788)

Nome em Inglês

Ferruginous Pygmy-Owl


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Caburé

O caburé é uma ave strigiforme da família Strigidae. Também conhecido como caboré, caburé-do-sol, caburé-ferrugem, caburezinho e cauré.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) glaukidion = diminutivo de glaux = pequena coruja, corujinha; e do (latim) brasilianum, brasilianus = referente ao país do Brasil, brasileiro. ⇒ Pequena coruja do Brasil.

Características

Medindo cerca de 16,5 centímetros, a corujinha-caburé e sem dúvidas uma das menores corujas do mundo. Possui duas colorações de plumagem, como outras corujas. Existe uma forma cinza, com a cauda listrada de branco e peito claro bordejado de cinza, a cor dominante de toda a plumagem. É possível encontrar exemplares marrom avermelhados, cuja cauda é da mesma cor e quase não se distinguem as faixas brancas. Nos dois casos, sobrancelha branca destacada. Em especial na plumagem cinza, a nuca possui penas singulares, formando como se fossem dois olhos. Pesa cerca de 63 gramas.

Uma característica que diferencia o caburé (Glaucidium brasilianum) do caburé-miudinho (Glaucidium minutissimum) é que o primeiro possui estrias na testa, enquanto o outro possui pintas. Também a vocalização é importante na diagnose.

Voz: Sequência, mais lenta do que outros caburés, de 10 a 60 assobios relativamente curtos não modulados, repetida a intervalos variáveis. Início da sequência com notas em baixo volume, que aumenta gradualmente e oscila ligeiramente ao longo da frase, terminando abruptamente. A duração do intervalo entre as notas é cerca de duas vezes a duração da nota.

Subespécies

Possui oito subespécies:

Alimentação

Alimenta-se de outras aves, como pardais, sanhaços e, esporadicamente, de beija-flores, insetos rãs, lagartixas e pequenas cobras. Aparentemente generalista aproveitando as presas em maior disponibilidade de acordo com a região, a estação do ano e a hora do dia. Caça a partir de um poleiro alto, lançando-se em um voo muito rápido para capturar as presas com as garras. Bastante agressivo para seu porte, chega a abater presas até 4 vezes maiores do que seu próprio tamanho. Ao ser localizado pelas outras aves, é imediatamente cercado e “denunciado” com pios e voos especiais.

Reprodução

Põe de 2 a 5 ovos brancos. Faz ninho em buracos de árvores e cupinzeiros a 4 a 6 m do chão ocupando, ou não, ninhos abandonados por outras espécies de aves. Aceita bem ninhos artificiais ou outras cavidades pouco usuais (cupinzeiros, buracos em paredes e em barrancos). Adultos defendem os locais de postura com agressividade desproporcional ao seu tamanho.

Hábitos

Crepuscular e diurna. Vocaliza, ocasionalmente, pousada em poleiros relativamente expostos em plena luz do dia. Além de usar estratos de vegetação abaixo do dossel ou a média altura da mata, pode ser vista pousada em mourões de cerca ou em cabos de rede elétrica. O voo, com rápidas batidas de asa, é ondulante e ruidoso, ao contrário de outras espécies de corujas. Comum em bordas de florestas de terra firme e de várzea, cerrados e campos com árvores. Ativo tanto durante o dia quanto à noite. Possui um desenho na parte de trás da cabeça em forma de uma face falsa, mais vistosa do que a verdadeira, e visível somente quando inclina a cabeça para baixo. Com isso, o caburé engana perfeitamente tanto as aves como homens. Canta frequentemente durante o dia.

Distribuição Geográfica

Todo o Brasil e dos Estados Unidos e México à Argentina e norte do Chile. Do nível do mar até 1500 m de altitude.

Referências

Galeria de Fotos